Gestor analisando painel de transações antifraude em loja virtual

Em todos estes anos em que atuo analisando fraudes e conflitos no comércio digital, percebo que existe um tema que causa mais dores de cabeça do que muitos imaginam: chargeback. Entender bem esse processo e implementar estratégias de proteção não só preserva o caixa da empresa, mas também garante reputação e crescimento sustentável.

O que é chargeback e por que ele ocorre?

Quando um consumidor contesta uma cobrança em sua fatura, argumentando que a compra não foi reconhecida, foi feita de maneira fraudulenta ou não recebeu o produto/serviço, inicia-se o processo chamado chargeback. O banco analisa a solicitação, debita o valor da conta do lojista e devolve ao cliente.Segundo minha experiência, os principais motivos de disputas são:

  • Fraude com cartão clonado ou roubado
  • Desconhecimento da compra pelo titular
  • Desacordo comercial (produto não entregue, defeituoso ou diferente do anunciado)
  • Erros operacionais do lojista (cobrança duplicada, valor divergente)
  • Uso indevido do cartão por familiares

No atual cenário de e-commerce brasileiro, observo que o número de tentativas de fraude caiu um pouco em 2024, mas ainda permanece elevado, com mais de 1 milhão de registros e valores altos em tickets contestados. Ou seja, mesmo um negócio organizado pode ser afetado por situações diversas e imprevisíveis. Um artigo que detalha melhor o que são esses alertas pode ser encontrado na categoria de pagamentos em e-commerce.

Entenda o impacto dos chargebacks no negócio digital

Os prejuízos vão muito além do valor estornado. Cada chargeback inclui custos operacionais, penalidades das bandeiras e pode resultar até no bloqueio da agenda de recebíveis ou inclusão em programas de monitoramento de alto risco. De acordo com relatórios recentes, o chargeback pode corroer uma margem que já é apertada.

Além disso, existe o dano silencioso: a credibilidade da loja. Clientes desconfiados, avaliações negativas e dificuldade na negociação com adquirentes são efeitos colaterais de um histórico ruim com fraudes e disputas.

Perdas financeiras com chargebacks podem sufocar o fluxo de caixa.

Sempre recomendo que se observe o volume de disputas mês a mês. A reincidência pode culminar em advertências severas das bandeiras e, em casos extremos, o encerramento do contrato.

7 práticas anti-chargeback: transformando prevenção em rotina

1. Autenticação reforçada do comprador

Nas minhas consultorias, noto resultados expressivos em clientes que adotam verificações extras, como autenticação em duas etapas, conferência de dados pessoais e análise do comportamento de compra. Essas etapas reduzem a chance de que cartões desviados sejam utilizados no seu site.

  • Reforce o pedido de confirmação por e-mail ou SMS
  • Analise inconsistências nos dados (nome, endereço ou telefone divergentes)
  • Monitore transações fora do perfil usual do cliente

2. Use ferramentas homologadas para monitorar transações

Eu acredito fortemente na integração de soluções que monitoram as operações em tempo real e enviam alertas ao menor indício de fraude. Ferramentas como a Rapid atuam proativamente, notificando o lojista antes mesmo do chargeback se concretizar, garantindo um tempo vital para negociar ou cancelar o envio do produto. Esse tipo de solução tem ajudado empresas a saírem de índices de contestação superiores a 5% para menos de 0,5% simplesmente acompanhando sinais de alerta em tempo real e permitindo o bloqueio de operações suspeitas.

Monitor mostrando gráficos de fraudes e sucesso nas vendas em dashboard de e-commerce

O uso de tecnologia homologada ajuda também a atender exigências regulatórias, como determinações do Banco Central. Vi muitos e-commerces normalizarem descrições em faturas graças a plataformas como a Rapid, que garantem mais transparência e diminuem o risco de disputas por "não reconhecimento".

3. Mantenha políticas claras de atendimento e reembolso

Os consumidores sentem-se seguros ao saber que podem resolver problemas rapidamente. Em todos os negócios digitais que acompanhei, uma página de suporte acessível e regras objetivas para devolução e troca desarmam situações de conflito.

Disponibilizar um canal rápido para atender dúvidas e realizar reembolsos voluntários evita que o cliente recorra ao banco ou à bandeira para abrir uma contestação. Ansiedade e falta de resposta alimentam a vontade de pedir um estorno.

4. Adote sistemas antifraude robustos

Não confie apenas no sistema próprio ou no "feeling" para barrar ameaças. Plataformas especializadas cruzam dados, identificam padrões suspeitos, bloqueiam compras e até criam scores de risco personalizados para sua loja. Eu recomendo a integração de camadas de segurança:

  • Validação de endereço IP e localização
  • Consulta automática em listas de cartões comprometidos
  • Monitoramento de compras em horários ou regiões inusitadas

Soluções inteligentes também auxiliam no monitoramento de segurança de cada transação.

5. Registre tudo: documentação detalhada de vendas

Sempre oriento meus clientes a manterem registros de cada etapa. E-mails trocados, comprovantes de entrega, CPF do recebedor, capturas de tela, tudo compõe o arsenal de defesa em eventuais disputas.

Documentação detalhada dá poder ao lojista em processos de contestação.

Se solicitado pela adquirente ou bandeira, seja rápido ao apresentar provas, isso pode ser determinante entre perder ou manter uma venda.

Funcionário entregando pacote para cliente, ambos conferindo em tablet os dados da compra

6. Mantenha descrições claras na fatura: evite “não reconheço esta compra”

Um desafio recorrente que vejo em e-commerces é a contestação por desconhecimento da transação. Muitas vezes, o cliente simplesmente não reconhece o nome da loja na fatura e pede o chargeback. Plataformas como a Rapid oferecem soluções que personalizam o nome da loja, site, telefone e até logotipo na cobrança, tornando a origem facilmente identificável.

Essas informações ajudam tanto o consumidor, que lembra do que comprou, quanto o atendente bancário, que pode orientar claramente e evitar disputas.

Esse é um ponto defendido também na categoria de boas práticas para e-commerce.

7. Monitore permanentemente e aprenda com o histórico

Não basta implementar ferramentas e esquecer. Só consegui ver resultados expressivos em lojistas que revisam regularmente relatórios de tentativas de fraude, identificando padrões e ajustando políticas proativamente.

  • Reveja alertas de operações suspeitas
  • Análise o perfil dos clientes que mais geram disputas
  • Crie métricas e indicadores para tomar decisões mais ágeis

O uso contínuo de painéis inteligentes, como permite a Rapid, transforma dados crus em ações preventivas e até identifica oportunidades de aumento de vendas seguras.

Exemplos reais: histórias de quem virou o jogo

Gosto de ilustrar com cases reais. Já acompanhei histórias de empresas que quase fecharam por excesso de chargebacks. Um grande marketplace nacional, por exemplo, reduziu disputas de 4% para 0,2% ao adotar alertas em tempo real, mantendo sua reputação e recompondo a agenda de recebíveis. Um e-commerce de moda passou a controlar o índice e saiu do risco de bloqueio após investir nesses recursos.

Outro dado relevante: segundo levantamento sobre tentativas de fraude em 2024, o ticket médio de pedidos fraudulentos está em torno de R$ 1.198. Ou seja, qualquer deslize pode doer profundamente nos resultados do mês.

Para quem deseja se aprofundar no tema, recomendo ainda acompanhar conteúdos em blogs como a seção de fraudes no e-commerce.

Conclusão

Em um mundo digital cada vez mais competitivo, confiar na sorte não é uma estratégia. O combate ao chargeback envolve disciplina, tecnologia e preocupação genuína com a experiência do consumidor.

Adotar práticas de proteção e soluções homologadas, como as ofertadas pela Rapid, não só blinda a receita, mas cria confiança e amplifica o potencial de crescimento do negócio online.

Proteger a loja contra disputas é também proteger a reputação que se construiu.

Se você busca reduzir prejuízos e vender com mais segurança, aproveite para conhecer as soluções da Rapid e solicitar uma demonstração. Sua operação merece esta transformação definitiva contra fraudes e chargebacks.

Perguntas frequentes sobre práticas anti-chargeback

O que é anti-chargeback?

Anti-chargeback é um conjunto de práticas, sistemas e rotinas adotadas por lojas virtuais para reduzir, prevenir e até eliminar disputas financeiras, evitando que valores das vendas sejam estornados e gerem prejuízos financeiros ou reputacionais ao negócio.

Como evitar chargebacks no e-commerce?

A melhor forma é aplicar diversos filtros de segurança: autenticação em duas etapas, monitoramento com alertas em tempo real, manter descrições claras nas faturas, oferecer atendimento eficiente ao cliente e documentar todas as vendas e entregas. Soluções homologadas, como a Rapid, aumentam a defesa e permitem respostas rápidas.

Quais são as melhores práticas anti-chargeback?

Dentre as principais estão: autenticação forte, uso de plataformas inteligentes e homologadas para identificar possíveis fraudes, políticas de atendimento claras, documentação das operações e atualização constante dos sistemas de segurança. Sempre reforce a transparência nas operações para gerar confiança e reduzir disputas.

Vale a pena investir em soluções anti-chargeback?

Sim, pois não só diminui riscos de perdas financeiras, como também preserva a reputação e amplia as oportunidades de crescimento do e-commerce. O retorno costuma ser maior do que o investimento, graças à redução de estornos e penalidades das bandeiras.

Quais ferramentas ajudam a reduzir disputas?

As soluções homologadas e integradas com bandeiras como Visa e Mastercard, a exemplo da Rapid, enviam alertas, monitoram transações, facilitam documentação e melhoram a transparência das compras feitas. Isso permite uma atuação antecipada para reverter disputas, evitar perdas e manter o negócio saudável.

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Alexander

Sobre o Autor

Alexander

Alexander é um profissional dedicado ao universo digital, com grande interesse por soluções que melhoram a segurança de transações online e a experiência de empresas no setor financeiro. Com anos de experiência em comunicação, tecnologia e web design, Alexander ajuda negócios a compreender e implementar ferramentas que garantam operações mais seguras e eficientes, minimizando riscos e prejuízos causados por fraudes, sempre buscando inovar em estratégias para o ambiente digital.

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